FESTA DO SENHOR BOM JESUS DE IGUAPE REÚNE MAIS DE 200 MIL ROMEIROS E MOBILIZA A IGREJA EM UMA GRANDE EXPERIÊNCIA DE FÉ
Durante dez dias, entre 28 de julho e 6 de agosto, a cidade de Iguape tornou-se novamente lugar de encontro, oração e peregrinação para milhares de homens e mulheres que chegaram de diferentes partes do Brasil para participar da tradicional Festa do Senhor Bom Jesus de Iguape. Em 2026, a celebração foi marcada por uma intensa programação religiosa e pela presença de sacerdotes, bispos, diáconos, seminaristas e agentes de pastoral que se dedicaram à acolhida e ao atendimento dos romeiros.
Segundo dados divulgados pela organização da festa, mais de 200 mil pessoas passaram por Iguape durante as festividades de 2026, reafirmando a dimensão da manifestação de fé que, há séculos, reúne os devotos do Senhor Bom Jesus e de Nossa Senhora das Neves.
Com o tema “O Senhor Bom Jesus veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14), a programação deste ano teve como centro a celebração da fé e a experiência dos peregrinos diante do Senhor. A festa também foi marcada pela memória dos 170 anos da conclusão das obras da atual Basílica Santuário do Senhor Bom Jesus de Iguape, concluída em 1856 e transformada, ao longo das gerações, em um dos principais lugares de peregrinação católica do Estado de São Paulo.
Mais do que uma sequência de celebrações, a Festa do Senhor Bom Jesus exigiu uma verdadeira mobilização pastoral. Ao longo dos dias, sacerdotes da Diocese de Registro deslocaram-se até Iguape para colaborar com o Santuário, celebrando as inúmeras missas que aconteciam desde as primeiras horas da manhã.
A presença dos padres teve como uma de suas principais missões o atendimento espiritual dos peregrinos. O Sacramento da Reconciliação ocupou lugar de destaque durante a festa, permitindo que aqueles que chegavam ao Santuário não apenas participassem das celebrações, mas também encontrassem um espaço para o silêncio, a escuta, o arrependimento e a reconciliação com Deus.
Nos dias de maior movimento, a programação chegou a contar com várias missas, além dos horários reservados horários específicos para as confissões.
Dessa maneira, a presença dos sacerdotes representou uma importante força pastoral para o Santuário, que durante os dias da festa recebeu um fluxo extraordinário de peregrinos.
O bispo diocesano de Registro, Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, destacou que a festa possui uma importância particular para toda a Igreja Particular de Registro. Segundo ele, a experiência não é vivida somente pelos peregrinos, mas também por aqueles que estão a serviço do Santuário.
“A Festa do Senhor Bom Jesus é um momento forte para a Diocese. Todos nós nos envolvemos no processo de evangelização dos devotos do Senhor Bom Jesus e, ao mesmo tempo, somos evangelizados pela fé que o povo traz no Bom Jesus de Iguape.”
Para Dom Manoel, o serviço realizado durante os dias da festa expressa uma Igreja que se coloca próxima daqueles que chegam ao Santuário.
“Os seminaristas, diáconos e padres se colocam no serviço da escuta do povo de Deus. No Santuário, presenciamos muitas graças, e é isso que o povo vem buscar ou agradecer: graças recebidas.”
Entre aqueles que colaboraram diretamente na realização da festa estiveram também os seminaristas da Diocese de Registro.
A presença dos jovens em formação ultrapassou a participação nas celebrações. Durante os dias de maior movimento, os seminaristas estiveram envolvidos na acolhida dos romeiros, na organização dos espaços, na música, na orientação dos peregrinos e no auxílio às atividades pastorais do Santuário.
Também contribuíram no atendimento aos que procuravam o Sacramento da Reconciliação, ajudando na organização das filas e no encaminhamento daqueles que desejavam confessar-se.
Em muitos momentos, os seminaristas também tiveram a oportunidade de simplesmente estar com o povo: conversar, rezar, ouvir histórias de vida, acompanhar famílias e peregrinos e partilhar com eles a experiência da peregrinação.
A presença dos jovens em formação sacerdotal revelou, assim, uma dimensão missionária particularmente importante da festa: antes de tudo, acolher o peregrino e caminhar com ele.
Para muitos dos seminaristas, os dias vividos em Iguape também se transformaram em uma experiência concreta de pastoral, permitindo perceber a força da religiosidade popular e a responsabilidade da Igreja diante daqueles que chegam ao Santuário carregando suas histórias, pedidos, agradecimentos e promessas.
O seminarista Milton Faria Júnior, da Diocese de Registro, destacou justamente essa experiência de proximidade com o povo.
“O serviço junto ao povo é sempre gratificante: ouvir as histórias e os testemunhos, rezar com os romeiros e pelos romeiros, sempre gera uma renovação vocacional.”
Para Milton, cada atividade realizada durante a festa assumiu também um significado na caminhada rumo ao sacerdócio.
“Na Festa do Senhor Bom Jesus, tentamos ao máximo transmitir o olhar generoso e misericordioso do Bom Jesus, que caminha conosco e veio morar no meio de nós. Toda a participação, cada missa, cada atendimento, cada conversa nos anima em nossa caminhada vocacional. Gera um cansaço físico, mas que é muito gratificante.”
A experiência descrita pelo seminarista evidencia que a peregrinação também se torna espaço de formação. O contato direto com o povo, suas histórias e sua fé permite aos jovens em formação experimentar concretamente aquilo que significa colocar a própria vocação a serviço da Igreja.
A ação pastoral contou ainda com a colaboração dos diáconos permanentes, que estiveram presentes durante as celebrações e auxiliaram no atendimento aos peregrinos.
Entre suas diversas funções, os diáconos colaboraram nas celebrações litúrgicas e na bênção dos fiéis, tornando ainda mais visível a presença ministerial da Igreja junto ao povo que chegava a Iguape.
A participação dos diáconos, juntamente com a dos sacerdotes e seminaristas, demonstrou o caráter comunitário da festa: diferentes vocações e ministérios colocados a serviço de uma mesma missão: acolher, evangelizar e conduzir os peregrinos ao encontro com Cristo.
Um dos grandes momentos da programação foi a Novena do Senhor Bom Jesus, realizada de 28 de julho a 5 de agosto, sempre às 19h.
Durante nove noites, a Basílica recebeu os fiéis para momentos de oração e preparação para a grande solenidade do dia 6 de agosto. A cada celebração, a comunidade foi conduzida a contemplar diferentes aspectos da vida cristã e da experiência de fé diante de Jesus.
A novena contou com a presença de nove bispos convidados, que, ao longo das noites, participaram como pregadores, oferecendo à comunidade de Iguape uma reflexão sobre a Palavra de Deus e sobre a experiência de fé diante do Senhor Bom Jesus.
A condução de cada celebração ficou sob responsabilidade de sacerdotes da Diocese de Registro, que, além de conduzirem os diferentes momentos da liturgia, também realizaram a novena de forma cantada, entoando as orações próprias e conduzindo musicalmente a assembleia.
Na 1ª noite, a pregação foi realizada por Dom Márcio Antonio Vidal de Negreiros, OSA, enquanto a celebração e a condução cantada da novena ficaram a cargo do Pe. Arinildo Aparecido de Souza.
Na 2ª noite, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, bispo da Diocese de Jundiaí, foi o pregador, enquanto o Pe. Carlos Augusto Silva Bomfim conduziu a celebração e a novena cantada.
Na 3ª noite, Dom Antônio Emídio Villar, SDB, realizou a pregação, e o Pe. Jeferson de Souza Pantaleão conduziu a celebração e os momentos cantados da novena.
Na 4ª noite, Dom Celso Alexandre foi o pregador, enquanto o Pe. Orlando José Pacheco conduziu a celebração e a novena pelo canto.
A 5ª noite contou com a pregação de Dom José Luiz Bertanha, SVD, bispo emérito da Diocese de Registro, e com a condução da celebração e da novena cantada pelo Pe. Rafael Braga da Silva.
Na 6ªnoite, Dom Edilson de Souza Silva foi o pregador, enquanto o Pe. Thiago Roberto Leon Ouriques conduziu a celebração e a novena cantada.
Na 7ª noite, Dom Eduardo Malaspina, bispo diocesano de Itapeva, realizou a pregação, e o Pe. Cleitom Soares Melo conduziu a celebração e os momentos próprios da novena.
Na 8ª noite, Dom José Roberto Fortes Palau, arcebispo metropolitano de Sorocaba, foi o pregador, enquanto o Pe. Gerson Ribeiro conduziu a celebração e a novena pelo canto.
Encerrando a novena, na 9ª noite, Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo diocesano de Itapetininga, realizou a pregação, e o Pe. Rubens da Cruz Carneiro Neto, reitor do Santuário Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape, conduziu a celebração e a novena cantada.
Enquanto os bispos convidados ofereciam a pregação, os sacerdotes da Diocese de Registro conduziam as celebrações e a novena por meio do canto, estabelecendo uma dinâmica celebrativa na qual diferentes ministérios se complementavam.
Junto aos sacerdotes, o coral do Santuário teve uma participação fundamental. Enquanto o padre conduzia cantando as partes próprias da novena, o coral auxiliava a assembleia, entoando os hinos, as antífonas e as orações, contribuindo para a solenidade e a profundidade espiritual de cada celebração.
NOSSA SENHORA DAS NEVES: A PADROEIRA DE IGUAPE
O dia 5 de agosto, dedicado a Nossa Senhora das Neves, padroeira de Iguape, foi um dos momentos mais importantes da festa.
A programação começou ainda durante a madrugada. Foram celebradas missas às 5h, 7h, 10h, 13h e 15h,além do atendimento às confissões e da tradicional procissão realizada às 17h.
A procissão levou a devoção mariana pelas ruas da cidade, reunindo os fiéis em torno da padroeira e manifestando publicamente a fé que atravessa gerações.
A celebração de Nossa Senhora das Neves também recordou que a história religiosa de Iguape está ligada à presença da Virgem Maria. A atual Basílica conserva, lado a lado, a memória da devoção a Nossa Senhora das Neves e ao Senhor Bom Jesus, expressões que se entrelaçaram na história religiosa da cidade.
O SENHOR BOM JESUS: O GRANDE DIA DA FESTA
No dia 6 de agosto, a Igreja celebrou a solenidade do Senhor Bom Jesus de Iguape, ponto culminante de toda a programação.
Assim como no dia anterior, foram celebradas missas desde as primeiras horas da manhã, atendimento às confissões e, às 17h, a tradicional procissão.
Milhares de romeiros participaram das celebrações, muitos deles chegando ao Santuário após longas viagens ou peregrinações realizadas como forma de agradecimento por uma graça alcançada ou como cumprimento de uma promessa.
Na procissão, a fé que durante os dias anteriores havia ocupado o interior da Basílica ganhou as ruas de Iguape. O povo caminhou diante do Senhor Bom Jesus em oração, cantando e testemunhando publicamente a devoção que caracteriza a Festa de Agosto.
170 ANOS DA BASÍLICA: UMA HISTÓRIA QUE PERMANECE VIVA
À frente do Santuário Basílica e diretamente envolvido na acolhida dos peregrinos esteve o Pe. Rubens da Cruz Carneiro Neto, reitor do Santuário Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape.
Ao refletir sobre os 170 anos da conclusão das obras da atual Basílica, o sacerdote destacou que a comemoração ultrapassa a dimensão arquitetônica do templo.
“Celebrar os 170 anos da conclusão das obras da atual Basílica é, antes de tudo, celebrar uma história que permanece viva. Não estamos falando apenas de um edifício que atravessou quase dois séculos, mas de uma casa de fé que continua acolhendo gerações de peregrinos.”
Segundo o reitor, a presença dos milhares de romeiros demonstra que a missão para a qual a Basílica foi construída continua plenamente atual.
“Ao receber novamente milhares de romeiros, percebemos que aquilo que nossos antepassados construíram com tanto sacrifício continua cumprindo a sua missão: ser lugar de encontro com Deus, de esperança, de oração e de consolo aos pés do Senhor Bom Jesus.”
Pe. Rubens também ressaltou a dimensão afetiva e espiritual da continuidade da peregrinação através das gerações.
“É muito emocionante pensar que, há 170 anos, outras pessoas entravam nesta mesma igreja trazendo suas dores, agradecimentos e promessas; e hoje vemos famílias inteiras fazendo o mesmo caminho. Mudam as gerações, mudam os tempos, mas a busca pelo Bom Jesus permanece.”
Para o reitor, a transmissão da fé às novas gerações passa fundamentalmente pelo testemunho vivido dentro das famílias e da própria comunidade.
“E acredito que é justamente assim que essa devoção chega aos mais jovens: pela experiência e pelo testemunho. A fé é transmitida quando uma criança vem à festa pelas mãos dos pais e dos avós, quando aprende uma oração, acompanha uma procissão, participa de uma celebração ou escuta dentro de casa a história de uma graça alcançada.”
Diante disso, Pe. Rubens considera que existe uma grande responsabilidade sobre aqueles que hoje cuidam da vida do Santuário.
“Nossa responsabilidade é muito grande. Recebemos uma herança que não começou conosco e que também não pode terminar conosco. Precisamos conservar a história e as tradições, mas, ao mesmo tempo, encontrar linguagens capazes de tocar o coração das novas gerações.”
Ao recordar os 170 anos da Basílica, o sacerdote resume essa continuidade como uma corrente de fé que atravessa as gerações:
“Os 170 anos da Basílica nos recordam exatamente isso: somos apenas um elo de uma longa corrente de fé. O mesmo Senhor Bom Jesus que acolheu nossos antepassados continua hoje de braços abertos, acolhendo seus filhos e chamando uma nova geração a conhecê-lo, amá-lo e continuar essa história.”
UMA EXPERIÊNCIA DE FÉ QUE ENVOLVE TODA A IGREJA
As palavras de Dom Manoel, Pe. Rubens e Sem. Milton ajudam a compreender que a Festa do Senhor Bom Jesus não pode ser reduzida aos números de participação ou à grandiosidade de sua programação.
Por trás de cada celebração houve sacerdotes disponíveis para celebrar e ouvir; seminaristas preparados para servir e acolher; diáconos colaborando nas celebrações e bênçãos; equipes de liturgia e música preparando cada momento; religiosos e agentes de pastoral oferecendo seu trabalho; e uma comunidade inteira dedicada a receber aqueles que chegavam.
Para os mais de 200 mil peregrinos que passaram por Iguape em 2026, a festa significou mais do que uma visita à cidade. Para muitos, foi a oportunidade de agradecer, pedir uma graça, cumprir uma promessa, buscar o Sacramento da Reconciliação, participar da Eucaristia ou simplesmente permanecer alguns minutos diante da imagem do Senhor Bom Jesus.
Ao mesmo tempo, como recordou Dom Manoel, aqueles que servem também são evangelizados pela fé dos romeiros. E, como testemunhou o seminarista Milton, o serviço pode se transformar em uma verdadeira experiência de renovação vocacional. Para Pe. Rubens, a festa representa ainda a continuidade de uma história de fé que atravessa gerações.
É justamente nessa experiência que a Festa de Iguape revela sua dimensão mais profunda: a de uma Igreja que acolhe o povo de Deus em peregrinação e, ao mesmo tempo, se deixa evangelizar pela fé desse mesmo povo.
Durante dez dias, entre 28 de julho e 6 de agosto, a cidade de Iguape tornou-se novamente lugar de encontro, oração e peregrinação para milhares de homens e mulheres que chegaram de diferentes partes do Brasil para participar da tradicional Festa do Senhor Bom Jesus de Iguape. Em 2026, a celebração foi marcada por uma…
No dia 27 de junho, a Diocese de Registro sediou a reunião dos Coordenadores e Assessores Espirituais da Pastoral Familiar da sub-região Sorocaba.Estiveram presentes as Dioceses de Jundiaí, Itapetininga, Sorocaba e ltapeva.Nosso Bispo Dom Manoel se fez presente por meio deum vídeo, no qual deu as boas-vindas e agradeceu a presença de todos.
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